Em termos de espaço para teatro foi o pior sitio de apresentação desta peça. Não quero desvalorizar as instalações da associação de Palmaz que são excelentes para o seu âmbito. Eles têm diversos salões, café e bar, um espaço enorme que pode ser usado em diversas actividades lúdicas e de recreação. O que eles não têm é adequação à prática do teatro. Mas mesmo assim fizeram um esforço enorme para conseguir criar as condições mínimas para nos receber e foi com gosto que nos deslocamos às instalações deles para apresentar o nosso trabalho.
Mas se perdemos pelo espaço, que tinha um palco improvisado (perigoso diga-se, devido à falta de acessos, numa das saídas quase partia uma perna a descer para cadeiras que se mexeram), a coluna que ficava mesmo na frente do palco, a ausência de cortinas ou bastidores, tivemos que trocar de roupa num espaço de 4m2 que apenas era separado do público por uns panos que colocamos a servir de paredes, tudo isto nos deu a sensação que não podíamos fazer pior, e fomos com tal descontracção para o palco que a peça saiu com uma tal naturalidade que correu excelentemente.
Até conseguimos levar o nosso talento mais além e puxamos das nossas qualidades de improviso, posso citar uma das cenas que tive com o Amorim em que decidimos 5 minutos antes que íamos entrar a discutir e que a íamos fazer com uma emoção que nunca tínhamos ensaiado. E correu excelentemente, correndo o risco de o nosso encenador até não gostar do improviso, mas ele elogiou-nos pela nossa autenticidade da actuação.
Ainda tivemos tempo para comemorações, pois o nosso compadre António que tem acompanhado a esposa e família religiosamente às actuações fazia (vou dizer) 50 anos. Tivemos direito a bolo e parabéns. Também o Abílio (o nosso Fragoso Cardoso Ranhoso) fez anos nessa semana (um número inferior, mas igualmente respeitável na casa dos 30 anos) e também nos premiou com um vodka para descontrair (depois da peça, porque o encenador não permite álcool antes).
Apesar das más condições foi uma boa actuação, e fez-nos sentir que estamos no melhor ponto da peça. Venham agora muitas actuações para usarmos e abusarmos do valor acrescentado que esta peça tem.
Um bem haja ao nosso encenador Luís e um pedido de desculpas, pois infelizmente o trabalho duro tem sido muito para ele, e sendo todos culpados no grupo, sentimos bastante esse peso. Obrigada e desculpa Luís.
Blog criado para informalmente falar do progresso do trabalho do grupo sénior da Urate com a peça "Aqui há fantasmas".
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11º Actuação - 31 de Março de 2012 no Grupo Musical Macinhatense
Excelente. Após três meses de interregno o medo era bastante, mas foi desfalcado pelo sucesso. Foi uma actuação muito boa. Não foi excelente 'per se' mas tendo em conta o tempo da paragem o resultado foi-o.
O Grupo Musical Macinhatense é já uma associação com longas décadas de existência, e o público de Macinhata da Seixa mostrou-nos que está presente para acompanhar a sua associação e quem a visita. Tivemos uma casa cheia num dia em que tinhamos celebrações de páscoa e jogos a disputar o primeiro lugar da liga. E o público era airoso. Um airoso 'inteligente', não era aquele público que se derrete a rir, mas sim aquele público que segue a história e nos sabe premiar pelo bom desempenho da história com uma gargalhada agradável. O palco esse era perigoso... pequeno, suficiente para o cenário, mas perigoso para os nossos actores que saíam pela janela e encontravam apenas 50 cm de segurança do outro lado do cenário para se equilibrarem e evitar o tombo pela varanda que dava para os camarins. Mas não houveram incidentes. A projecção de voz também era um pouco dificultada pela parede que suportava os holofotes à nossa frente e que fazia algum retorno da voz, mas acho que a história passou.
Aconteceram uns efeitos fantasmagóricos com as luzes, que viemos a saber eram provocados pelo nosso ponto... Afinal estava tão apertada no seu cantinho que quando se mexia, tocava nuns fios e as luzes piscavam. Deu o seu colorido à peça.
Resultado global, foi muito bom. Ficamos com motivação para continuar esta peça, que agora já nos está entranhada.
Um muito obrigado aos Macinhatenses. Um abraço especial à nossa familia de fãs n.º 1, Márcio e família, que mais uma vez lá estavam a ver-nos.
O Grupo Musical Macinhatense é já uma associação com longas décadas de existência, e o público de Macinhata da Seixa mostrou-nos que está presente para acompanhar a sua associação e quem a visita. Tivemos uma casa cheia num dia em que tinhamos celebrações de páscoa e jogos a disputar o primeiro lugar da liga. E o público era airoso. Um airoso 'inteligente', não era aquele público que se derrete a rir, mas sim aquele público que segue a história e nos sabe premiar pelo bom desempenho da história com uma gargalhada agradável. O palco esse era perigoso... pequeno, suficiente para o cenário, mas perigoso para os nossos actores que saíam pela janela e encontravam apenas 50 cm de segurança do outro lado do cenário para se equilibrarem e evitar o tombo pela varanda que dava para os camarins. Mas não houveram incidentes. A projecção de voz também era um pouco dificultada pela parede que suportava os holofotes à nossa frente e que fazia algum retorno da voz, mas acho que a história passou.
Aconteceram uns efeitos fantasmagóricos com as luzes, que viemos a saber eram provocados pelo nosso ponto... Afinal estava tão apertada no seu cantinho que quando se mexia, tocava nuns fios e as luzes piscavam. Deu o seu colorido à peça.
Resultado global, foi muito bom. Ficamos com motivação para continuar esta peça, que agora já nos está entranhada.
Um muito obrigado aos Macinhatenses. Um abraço especial à nossa familia de fãs n.º 1, Márcio e família, que mais uma vez lá estavam a ver-nos.
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